O projeto

O jornalismo é uma atividade importante para a sociedade, pois incentiva a cidadania e ajuda a fortalecer a democracia. Quando exercido profissionalmente, o jornalismo não depende apenas de competência técnica e de domínio de linguagens; é necessário também comprometimento ético. Por isso é necessário que jornalistas e meios de comunicação alimentem e mantenham rigorosos sistemas deontológicos, apoiados em valores e boas práticas que permitam o contínuo aprimoramento profissional.

O projeto “Indução de Sistemas de Autorregulação Deontológica Jornalística em Espaços Afro-Iberoamericanos” é uma iniciativa de pesquisa e cooperação internacional que reúne equipes de Brasil, Angola, Cabo Verde, Espanha, Moçambique e Portugal. Foi desenvolvido entre 2024 e 2026 com financiamento do CNPq.

A proposta era mapear valores e práticas da ética jornalística desses países, compondo acervos específicos de códigos deontológicos, leis e instrumentos que contribuem para a formação dos profissionais da informação em três continentes. Esses documentos foram armazenados e estão disponíveis gratuitamente a todas as pessoas interessadas na Biblioteca exclusiva do projeto. Além de reunir, documentar e caracterizar esses documentos, as equipes de pesquisa descreveram como essas distintas realidades jornalísticas estruturam sua autorregulação ética, isto é, como os mercados jornalísticos definem suas condutas profissionais ideais e como zelam pelo cumprimento desses padrões.

Como o projeto é um empreendimento indutor, seu objetivo geral é contribuir para o avanço, aprimoramento e consolidação dos sistemas de autorregulação deontológica do jornalismo no Brasil.

Os objetivos específicos são:

  • Oferecer subsídios teórico-práticos e incentivos procedimentais para o desenvolvimento dos sistemas de autorregulação deontológica nos países envolvidos no projeto;
  • Conceber, produzir e difundir materiais formativos que promovam a qualificação profissional permanente entre jornalistas no espaço lusófono e ibérico;
  • Ajudar a difundir uma cultura de organização profissional e consciência ética entre jornalistas dos países envolvidos;
  • Fortalecer a Rede Lusófona pela Qualidade da Informação (RLQI), criada em 2018 e que reúne jornalistas, investigadores e grupos de pesquisa preocupados com o aprimoramento ético do jornalismo dos países de língua portuguesa;
  • Criar e promover uma cultura científica e socioprofissional sobre temas éticos e deontológicos do jornalismo, de referência no espaço lusófono e ibérico-americano.

O projeto “Indução de Sistemas de Autorregulação Deontológica Jornalística em Espaços Afro-Iberoamericanos” foi desenvolvido por pesquisadoras e pesquisadores das universidades federais de Santa Catarina e Sergipe, no Brasil, da Universidade Jean Piaget de Angola, Universidade de Cabo Verde, Escola Superior de Jornalismo (Moçambique), universidades de Coimbra e do Minho (Portugal), Universidad de Sevilla e CEU Cardenal Herrera, da Espanha.

Projeto Atlântico é o nome fantasia desta iniciativa, em homenagem ao oceano que une e aproxima América, África e Europa, continentes dos países participantes.